O Programa

 

Projeto de Educação Integral

Escola Classe 42 

Meio Ambiente: Quem Ama Cuida




 Escola Inclusiva, Igualdade de Oportunidades


 2011

Equipe da Escola Classe 42
Diretora: Leigh Cabral Vieira.  
Vice-Diretora: Cíntia Aquino Pessoa Barreto. 
Supervisor Administrativo: Wolder de Almeida Alves 
Supervisor Pedagógico: Fabíola Elias do Nascimento. 
Coordenadores Pedagógicos: Elci Soares de Brito e Rosângela Costa Neri. 
Apoios: Eliete Maciel Lucas, Marinês Carmo dos Santos Vieira 
Laboratório de Informática: Lizenith Ribeiro Damasceno e Maria Aparecida de  Souza  
Secretaria: Áurea Gomes de Deus e Valdemar Ferreira dos Santos. 


1. Dados de identificação

Escola Classe 42 de Taguatinga
Endereço: EQNM 34/36 – Área Especial 
Telefone/fax: 3901-3737 
E-mail: ec42. dretag@se.df.gov.br  
Data de Fundação: 18-04-1978 
Níveis de Ensino: Ensino Fundamental - Séries iniciais 
Localização: Zona Urbana 
Ato de Criação: 07/07/1980 SEE-DF / Portaria nº 17/80 


2. Apresentação 

A Proposta Pedagógica da Escola Classe 42 está fundamentada nos quatro pilares da educação: “Aprender a ser, aprender a conviver, aprender a aprender e aprender a fazer”, que serão norteadores da atuação pedagógica da equipe, ressaltando também o aprender a empreender, de acordo com o currículo do Ensino Fundamental anos iniciais. Nesse sentido, objetiva-se direcionar as ações de toda a comunidade escolar, durante o decorrer do ano letivo, para o avanço cognitivo, físico, afetivo, estético, ético, da inserção social e das relações interpessoais dos educandos. 

A proposta aqui apresentada deverá ser compreendida como uma ação coletiva, resultado das interações e deliberações de toda a comunidade escolar.

A Escola Classe 42 de Taguatinga tornou-se “Inclusiva” desde 2005 e vê a inclusão como um desafio a ser enfrentado, sobretudo ao proporcionar ao aluno, maior beneficiário da escola, o desenvolvimento de sua capacidade criadora, potencialidade, participação, cidadania e valores morais com os quais se tornará um agente crítico e transformador da sociedade. 

“A Escola Inclusiva é aquela que garante a qualidade de ensino educacional a cada um de seus alunos, reconhecendo e respeitando a diversidade e respondendo a cada um de acordo com suas potencialidades e necessidades”. (Educação Inclusiva – MEC) 

Ainda de acordo com as orientações e pareceres do MEC acerca da educação inclusiva, esta proposta busca criar na EC 42 um ambiente real de inclusão, com enfoque no respeito à diversidade humana e conscientização e formação da comunidade escolar para a lida com as diversas realidades intelectuais e sociais, especialmente com a deficiência em suas diversas manifestações, que é tão crescente e comum nos dias atuais.

Com o intuito de elaborar um projeto efetivamente global e de interesse de toda a comunidade escolar e, que ao mesmo tempo contemplasse a inclusão, iniciou-se um processo de discussões e observações entre os gestores e professores da instituição, chegando à conclusão de que a temática ambiental tem sido constantemente discutida pelos meios de comunicação e, por isso, a escola deve ocupar-se não só de sua discussão, mas também da correta utilização das informações sobre este tema e da realização de ações protetivas e de conservação do meio-ambiente.

O uso irresponsável do meio-ambiente pelo homem vem sendo questionado, uma vez que se vê tanto pelo cidadão comum, quanto pelas entidades governamentais, um uso desgovernado e inconsequente dos recursos que a natureza oferece.

Sabe-se que desde a Pré-história o homem retirou e transformou recursos da natureza a fim de assegurar sua sobrevivência, por isso, a exploração e o uso dos recursos naturais tornaram-se fundamentais ao desenvolvimento humano. Contudo, com a consolidação da sociedade capitalista o homem deixou de respeitar os limite dos recursos de que necessitava, explorando o planeta como fonte de recursos ilimitados, a natureza passou a ser “coisificada”, ou seja, objeto de mera exploração.

Sendo assim, como despertar nos cidadãos a consciência do uso responsável dos recursos naturais para que eles possam fazer uso do meio ambiente sem causar prejuízos a sua geração e às futuras?

Neste intuito a Escola Classe 42 de Taguatinga tem a proposta de realizar seu Projeto Pedagógico de 2011, voltado para as questões ambientais, uma vez que a sensibilização e a conscientização preveem o desenvolvimento de estratégias educacionais a partir das realidades ambientais locais, visando à construção do senso crítico e formação do caráter cidadão para a questão dos recursos do nosso planeta.

Dessa forma englobam-se as dimensões: social, cultural, econômica, política e ética, as quais contribuirão para construção do pensamento reflexivo-ativo em torno da sobrevivência humana. 
Este, por sua vez, constitui tema transversal proposto pelos PCN’s (Parâmetros Curriculares Nacionais / MEC), e que deve ser abordado em sala de aula.

O tema central do projeto, “Meio ambiente – Quem ama cuida”, norteará todas as atividades pedagógicas da escola. Assim, a presente proposta tem como objetivo direcionar as atividades a serem desenvolvidas no decurso do ano letivo, trazendo reflexões que contemplem toda comunidade escolar, proporcionando o enriquecimento cultural e uma ressignificação da qualidade de vida.

Pretende-se assim, despertar uma consciência capaz de promover em todos uma atitude responsável, de saber cuidar para garantir a sobrevivência da raça humana.

No ano de 2005 a escola tornou-se oficialmente inclusiva, passando a atender alunos com necessidades especiais de aprendizagem. Este fato fez necessária uma modificação na forma de trabalho da escola. Agora era preciso voltar os esforços para a questão da inclusão, não somente dos alunos especiais, mas também de toda a comunidade, que se mostrava um tanto à margem do ideal no processo de aculturação. A partir de então, a escola realiza ações pedagógicas e sociais visando à inclusão, seja ela educacional cultural ou social, privilegiando o protagonismo dos educandos. Neste propósito uma das marcas desta instituição escolar será de caráter formador do homem total, atingindo seu caráter, suas relações sociais, sua realidade física e espiritual, mas para tal é necessário que o educando permaneça um tempo maior na escola e esta por sua vez ofereça a complementação necessária para que ele se desenvolva em sua totalidade, que ele possa perceber a instituição escola como espaço e oportunidades de justiça, cooperação, respeito mútuo e tolerância. 


3. Fundamentos Norteadores da Prática Educativa 

Este projeto tem como fundamento proporcionar ao aluno condições de uma melhoria de ensino e aprendizagem, buscando, junto à Família e a Comunidade Escolar, alternativas que tornem a escola um lugar agradável à permanência do aluno. Visa a formação do aluno no sentido global do ser humano, tendo como base os princípios éticos e morais que os auxiliem no exercício da cidadania, numa relação harmoniosa entre professor, aluno e comunidade, elevando a auto-estima e estimulando o trabalho coletivo estando em consonância com a Proposta Pedagógica da SEE-DF.

Ao perceber o caráter da educação inclusiva da EC 42, procura-se também que as questões ambientais estejam em consonância com a valorização e respeito das pluralidades da pessoa humana. Tendo em vista a busca da qualidade de vida  para todo e qualquer indivíduo.

Neste contexto deve-se lembrar do tema da proposta, “Meio Ambiente” quem ama cuida, o qual tem o objetivo de refletir sobre questões sócio-ambientais. No atual contexto, a educação ambiental é de fundamental importância por constituir uma das responsabilidades sociais da escola.

A necessidade de abordar o tema da complexidade ambiental decorre da percepção sobre processo de reflexão acerca das práticas existentes e das múltiplas possibilidades de, ao pensar a realidade de modo complexo, defini-la como uma nova racionalidade e um espaço onde se articulam natureza, técnica e cultura. Refletir sobre a complexidade ambiental abre uma estimulante oportunidade para compreender a gestação de novos atores sociais que se mobilizam para a apropriação da natureza, para um processo educativo articulado e compromissado com a sustentabilidade e a participação, apoiado numa lógica que privilegia o diálogo e a interdependência de diferentes áreas de saber. Mas também questiona valores e premissas que norteiam as práticas sociais prevalecentes, implicando mudanças na forma de pensar e transformação no conhecimento e nas práticas educativas.

A realidade atual exige uma reflexão cada vez menos linear, e isto se produz na inter-relação dos saberes e das práticas coletivas que criam identidades e valores comuns e ações solidárias diante da reapropriação da natureza, numa perspectiva que privilegia o diálogo entres saberes, conforme ilustram os PCN’s (1997) “Na seleção de conteúdos presentes no documento, os educadores deverão considerar sua natureza interligada às outras áreas do currículo e a necessidade de serem tratados de modo integrado, não só entre si, mas entre eles e o contexto histórico e social em que as escolas estão inseridas.”

(...) a conscientização é um compromisso histórico. É também consciência histórica: é inserção crítica na história, implica que os homens assumam o papel de sujeitos que fazem e refazem o mundo. (...) A conscientização não está baseada sobre a consciência, de um lado , e o mundo de outro; por outra parte, não pretende uma separação. Ao contrário, está baseada na relação consciência-mundo. ( FREIRE,1999,p.26-27) 

Nesta direção, a educação para a cidadania representa a possibilidade de motivar e sensibilizar as pessoas para transformar as diversas formas de participação em potenciais fatores de dinamização da sociedade e principalmente da preservação da vida, através do uso sustentável do meio ambiente. Mas como pensar em preservar a vida diante dos problemas que a sociedade vem enfrentando perante uma sociedade que esta consumida pela violência em todas as suas formas de apresentação.

Preocupada com a formação de seu alunado a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal vem buscando alternativas que venham a contribuir com a diminuição dos índices de violência, dos indicadores de insucesso escolar, tais como a reprovação, o abandono escolar e a evasão, viu-se na implantação do projeto de Educação Integral uma alternativa viável. A ampliação do tempo de permanência das crianças nas escolas foi preconizada na Lei de Diretrizes e Bases para a Educação e nesse sentido, os avanços no Brasil foram insuficientes.

A Educação Integral do Distrito Federal deverá servir de modelo aos demais estados e municípios. Muito esta por fazer, estabelecer diretrizes e metas. Uma experiência relativamente pioneira. O Distrito Federal em seu projeto inicial já trazia um modelo de educação integral idealizado por Darci Ribeiro.

A construção do projeto de educação integral da EC 42 deverá levar em consideração as seguintes diretrizes gerais:

a. O entendimento de que Educação Integral pressupõe turno único de ações educativas, procurando evitar o tratamento de contra-turno ou turno contrário ou ainda, de atividades complementares;
  
b. A ampliação da jornada ou do tempo de permanência do aluno na escola deverá garantir uma Educação Integral que esteja em   consonância com as orientações Curriculares da SEEDF, uma vez que competências, habilidades e conteúdos oferecidos aos alunos devem ser contextualizados e integrados. 

c. A promoção e a implantação de metodologias de ensino, nas instituições educacionais, que privilegiem a criatividade, a reflexão, a clareza de métodos e procedimentos; 

d. A disponibilidade de inúmeras experiências, as mais diversificadas possíveis e adequadas ao conteúdo a ser experimentado, refletido e  confrontado com os conhecimentos que estudantes trazem de fora da  escola, já incorporados; 

e. A aceitação das muitas formas de ensinar como parâmetro para a Educação Integral; 

f. A criação de um clima acadêmico, seguro e frutífero ao desenvolvimento da comunidade escolar; 

g. A construção da Proposta Pedagógica com o envolvimento da comunidade escolar;

h. A articulação, pela coordenação pedagógica, para a integração entre as disciplinas oferecidas e a conseqüente transversalidade dos temas tratados; 

i. A busca de espaços escolares, juntamente com a comunidade escolar, sociedade civil organizada eo poder local para melhor aproveitamento dos espaços educativos e de aprendizagem disponíveis na região da instituição educacional; 

j. Criação das condições para que a comunidade escolar se aproprie do espaço da escola durante os finais de semana, como forma de combater a violência e promover a paz por meio da inclusão social; 

k. A identificação dos estudantes talentosos e atendê-los na sua plenitude. 

Ao iniciar a Educação Integral na rede pública do DF, é necessário garantir, minimamente, a ampliação do atendimento escolar com a incorporação de atividades para as seguintes demandas: 

I- Projetos de educação matemática, cuja metodologia de ensino enfatize a resolução de problemas, com o objetivo de fortalecer, estimular  e desmistificar a compreensão da matemática e os conteúdos tratados  em sala de aula; 

II- Ampliação das atividades de ensino da Língua Portuguesa com foco na leitura, prioriza-se o letramento, no sentido de compreensão plena,  apreciação e avaliação do que se lê; 

III- Identificação de alunos analfabetos para a promoção da alfabetização do estudante; 

IV- Projetos de arte e cultura que possam ser desenvolvidos no âmbito da instituição educacional, e que priorizem a integração e  transversalidade do cotidiano escolar e da comunidade onde está  inserida; 

V- Projetos de arte-cultura que possam ser desenvolvidos no âmbito da instituição educacional, e que priorizem a integração e transversalidade  do cotidiano escolar e da comunidade onde esta inserida; 

VI- Atividades esportivas e recreativas que procurem o reforço da integração entre os educandos e destes com a comunidade escolar, desenvolvendo atitudes e comportamentos saudáveis. 


4 Objetivos

4.1 Objetivos Gerais 

Despertar na comunidade escolar uma consciência comportamental em relação ao Meio Ambiente que permeie a escola, a casa, a cidade, a pátria e o próprio planeta. Implementar uma estratégia que valorize o homem como transformador de seu meio, o que pressupõem o Saber Cuidar. Resgatar a valorização da auto - estima, a fim de oferecer aos alunos a oportunidade de inteiração com o meio em que vive, observando, experimentando, cuidando, amando e reconhecendo que cada um e responsável pelo equilíbrio do planeta em que vivemos, promovendo assim a formação integral de nossos educandos. 

4.2 Objetivos específicos 

- Promover atividades que despertem o cuidado consigo e com outro para preservação saudável do indivíduo inserido no Meio Ambiente; 

- Promover momentos de reflexão e ação que despertem atitudes de solidariedade; 

- Desenvolver ações de promoção da Cultura da Paz;

- Promover atividades que desenvolvam habilidades artísticas;

- Conhecer e apropriar-se de regras em atividades recreativas e esportivas;

- Oportunizar momentos de análise e uso do acervo literário para assegurar sua eficiência como elemento incentivador da leitura e letramento; 

- Conhecer os diversos espaços culturais que a cidade possui ampliando o universo cultural do educando. 


5. Organização administrativa

Recursos Humanos 
01 Coordenador da Educação Integral: Paulo César de Almeida Marques. 
02 Bolsistas: Luciano da Cruz Silva e Roberta de Fátima dos Santos 
03 Merendeira
Recursos Materiais 

A escola dispõe de 03 salas de aula no turno vespertino. Temos ainda 01 sala de leitura, 01 sala de múltiplas funções, videoteca, 01 laboratório de informática, 01 cantina, 01 depósito de merenda, 01 pátio interno e 01 externo, com área para recreação e eventos.
Ainda contamos com os seguintes recursos matérias didáticos: 05 aparelhos de TV sendo um de LCD, 03 aparelhos de DVD, 01 retroprojetor, 01 projetor de multimídia,02 computadores na secretaria, 01 computador na assistência, 01 na sala da direção, 33 computadores no laboratório de informática,04 na sala de leitura,01 na sala da equipe de apoio a aprendizagem e 01 na sala de recursos multifuncionais, 01 aparelho, uma mesa  e 05 caixas de som,10 aparelhos de som portáteis, 02 impressoras multifuncional, 02 máquinas fotográficas, 01 vitrola, 01 duplicador elétrico, 03 mimeógrafos a álcool, 01 microscópio, 02 tangrans,  03 caixas de blocos lógicos, 02 globos terrestres, mapas físicos e políticos, álbuns seriados, 04 blocos de histórias seriadas, diversos materiais para recreação, brinquedos diversos e alguns fantoches de feltro (animais),diversos jogos pedagógicos.

O bolsista Universitário tem como função desenvolver atividades de diversos gêneros no âmbito escolar, quando solicitado e de acordo com a demanda. 


6. Dados do Ministério da Educação 

As estratégias e ações planejadas para 2011 objetivam contemplar as exigências estabelecidas para Escolas da Rede Pública do DF. 

Segundo a LDB, um dos objetivos primordiais é o de proporcionar condições adequadas ao bem-estar da criança e seu desenvolvimento integral pelo ambiente que o cerca.

A adequação curricular feita pela equipe da EC 42 foi elaborada à luz do que preconiza a Lei nº 9.394/96. Lei de Diretrizes e Bases da Educação e a Lei nº 11.274/06, uma vez que a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos assegura maior tempo de convívio escolar, maiores oportunidades de aprender.

A EC 42 como a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, conjuga esforços, em regime de colaboração das famílias e da comunidade, para garantir a melhoria da qualidade da educação básica. Dentre as diretrizes norteadoras desse plano, a EC 42 assumiu como uma de suas metas para 2010 a implantação da Educação Integral. 
Para dar auxílio ao trabalho desenvolvido em Educação Integral, contamos com alguns projetos para este ano de 2011: Projeto Horta, Projeto de Informática, Projeto de Leitura, oficinas de xadrez, recreação dirigida. Além do acompanhamento pedagógico. A atuação das atividades também será orientada pela proposta de organização da Educação de Tempo Integral conforme a Proposta Pedagógica: 

1.     As oficinas de xadrez e dos jogos de raciocínio ajudarão no letramento ou conhecimento matemático. Servirão como motivadores ao processo de aquisição de raciocínio lógico. 

2.     Projeto Horta Incentivar a cultura de horta na escola, visando melhorar a qualidade do lanche e incentivar o cuidado e valorização do meio-ambiente, de acordo com os pressupostos desta proposta pedagógica. 

3.     O momento do vídeo assegura que o entretenimento também provoque reflexões e aprendizagens significativas na formação de valores e no despertar da consciência cidadã. 

4. A recreação dirigida e Capoterapia proporcionarão aos alunos o desenvolvimento progressivo de suas habilidades motoras, bem como a socialização e auto-controle. 

5.   A Sala de Leitura promoverá momentos de análise do uso do acervo literário para assegurar sua eficiência como elemento incentivador da leitura e letramento. 

6.   As oficinas de artesanato despertar  a criatividade o interesse pelas diversas formas de expressão nas artes plásticas. 


7. Organização Curricular 

A educação é direito da criança, cabendo à família, ao Estado e à escola sua adequada iniciação. Segundo a LDB, um dos objetivos primordiais é o de proporcionar condições adequadas ao bem estar da criança e seu desenvolvimento integral pelo ambiente que o cerca.

Outras estratégias interventivas e complementares: passeios culturais a teatros, cinemas, circos, museus, exposições, visitações às bibliotecas para leitura, pesquisas e aplicação dos projetos específicos; todas visando à formação integral da pessoa dignificada em sua relação com o outro e consigo mesma. 


8. Público Alvo 

Em 2011, estamos atendendo uma clientela de 685 alunos, sendo que desses, 56 alunos do 5º ano serão atendidos em educação integral no turno vespertino, devendo ampliar sua oferta de acordo com a melhoria das condições dos recursos materiais, humanos, correção nas possíveis distorções e melhoria das instalações físicas. 


9. Avaliação 

O Currículo do Ensino Fundamental proposto pela secretaria de Educação em 2009, ressignifica a avaliação como um elemento indissociável do processo educativo, que possibilita a equipe pedagógica definir critérios para planejar as atividades e criar novas situações que promovam avanços na aprendizagem do educando. Tendo, portanto a função de acompanhar, orientar, regular e redirecionar o trabalho educativo.

Mesmo reconhecendo a importância das diversas práticas e concepções acerca do que significa avaliar, a Avaliação Formativa é a abordagem proposta pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal. Essa proposta apresenta como princípios norteadores da prática avaliativa: do sucesso, das diferenças individuais, das diferenças socioculturais, do progresso contínuo, da liberdade, da cooperação, do diálogo, da transformação.

Avaliar o projeto, buscando identificar como são desenvolvidas cada uma das atividades, que levam o educando a aprender e se tornar um cidadão participativo.

Há sempre um momento em que toda obra humana necessita ser colocada em situação crítica, como condição mesmo de sua continuidade. (...) A avaliação de abranger não apenas as atividades, mas também a própria estratégia, sem contudo perder de vista que o foco da avaliação (...) é sua lógica interna. 
Belloni, Magalhães & Souza, 2000, p.25 

A avaliação pode ser uma estratégia para inserir a escola e o sistema educacional no compromisso com a transformação social. Sua atenção está centralizada em processos, relações, decisões e resultados das ações de uma instituição ou do sistema educacional como um todo. uma vez que ela prioriza a identificação de dificuldades e sucessos e, a partir daí, formula ações com o objetivo de transformação e aperfeiçoamento da escola e do sistema. 

A avaliação visa ao aperfeiçoamento da qualidade da educação, ou seja, do ensino, da aprendizagem e da gestão institucional com a finalidade de transformar a escola atual em uma instituição comprometida com a aprendizagem de todos e com a transformação da sociedade. 


10. Referências Bibliográficas

CURRICULO DO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS – Versão preliminar da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal - 2008 
FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. 23ª. Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999. 
JACOBI, Pedro. Educação Ambiental, Cidadania e Sustentabilidade. São Paulo: USP, 2003. 
LOURENÇO, C.F.B. Trajetórias e Fundamentos da Educação Ambiental. São Paulo: Cortez, 2004. 
LUCk, H. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teórico-metodológicos. 12ª. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994. 
SOUZA, Roosevel Fideles de. Uma experiência em educação ambiental: Formação de valores socioambientais. Rio de Janeiro: PUC-RJ, 2002. 
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: MEIO AMBIENTE E SAÚDE. MEC, 1997 
VEIGA, Ilma Passos Alencastro(org) – Quem Sabe Faz  a Hora de Construir o PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO. Ed. Papirus, SP, 2007.________________. Documento Norteador para uma Construção Coletiva das Diretrizes para a Educação Integral no DF: Secretaria Extraordinária de Educação Integral do DF, 2009________________.  Orientações Pedagógicas para a Educação Integral no Distrito Federal (Versão Preliminar)Secretaria Extraordinária de Educação Integral do DF ,2009________________. Projeto Político Pedagógico da EC 42-2010 

Lista nominal dos alunos atendidos na Educação Integral


Turma "A"

Ádrian Lima Mourão

Alanis Veras e Carvalho

Alexandra Sara Soares Silva

Aline Luiza Alves

Ana Beatriz Serra

Ana Carolina Ferreira Sousa

Ana Carolina Serra

Ana Gabriela Amaro Carvalho

Bianca do Santos Rodriguês

Débora Rodrigues Ferreira

Geovanna S. de Brito Santos

Gustavo de Souza Chagas

Ícaro Mendes Lopes

Lissandra Magalhães de Jesus

Luiz Eduardo Alves de Oliveira

Mateus Henrique B. Oliveira Barros

Micaele Ferreira Lima de Sousa

Otávio Vinícius S. Gama

Pedro Henrique de Oliveira

Pedro Henrique M. Fernandes

Rafaela Borges

Rayssa Gabrielle C. R.

Rodrigo Nunes dos Santos Alves

Tauane de Sousa Dias

Thalia Bruniele da Silva Nascimento

Victor Emanuel Fernandes Queiroz

Vinicius Ribeiro Borges

Wagner Junior da Rocha


Turma"B"

Amanda Gomes

André Luis Gonçalves

Davi Severo Santana

Elana Dionisio Gamarra

Evelyn Nayara M. Feitosa

Fernanda de Sousa Lima

Fernanda Soares de Sá

Gabriela Evelyn Fernande de Jesus

Gabrieli Maciel de Sousa

Gabrielle Souza Oliveira

Gleydson Gabriel

Gleyson de Sousa Oliveira

Herberth Castro Dantas

Hudson Rodrigo D. Sousa

Ingrid Batita Neves

Italo de Sousa Gomes

Karla Eduarda Dos S. Costa

Marcus Kelvin Souza Costa

Maria Eduarda Noleto

Mateus Fagundes S. Souza

Rafael Cardoso Mendonsa

Thalles Oliveira da Costa

Thaynara da Silva C. Lopes

Thiago Gomes S. Lourenço

Vinícius Santos Pereira

Wallace Luis Ribeiro Alves
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EDUCAÇÃO INTEGRAL: AMPLIANDO TEMPOS, ESPAÇOS E OPORTUNIDADES EDUCACIONAIS 

Educação Integral: uma construção coletiva  

A principal meta é o desenvolvimento de uma educação de qualidade, onde a educação básica deve ter como meta formar o cidadão autônomo e propiciar ao educando a construção de conhecimentos, atitudes e valores que o tornem solidário, crítico, criativo, participativo e ético. 

Promover a ampliação e a equidade na oferta das etapas e das modalidades da Educação Básica na rede pública de ensino, com vistas ao atendimento da demanda, à regularização do fluxo escolar e à ampliação da escolaridade da população do Distrito Federal; 

Promover a melhoria da qualidade do ensino para a Educação Integral do educando, seu pleno desenvolvimento como pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, com a participação da família e a colaboração da sociedade; 

Implantar a Gestão Compartilhada nas instituições educacionais públicas do Distrito Federal, com o objetivo de assegurar a execução das políticas públicas educacionais, com transparência dos mecanismos administrativos, financeiros e pedagógicos; 

Implementar e aperfeiçoar os mecanismos de gestão da Secretaria de Estado de Educação, quanto aos aspectos didático-pedagógicos, administrativos, de tratamento da informação, de infra-estrutura de informática e comunicação para a base de dados da avaliação. 

Os resultados dessas ações podem ser observados, por exemplo, na Prova Brasil, na qual o Distrito Federal superou as metas do IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - estabelecidas para 2009 nas séries do Ensino Fundamental. No entanto, além dos objetivos e da meta estabelecida para o Distrito Federal em 2009 pelo IDEB, já especificados, esta Unidade da Federação tem como metas a serem alcançadas até 2014, entre outras, as seguintes: 

A redução da evasão escolar; 
 A melhoria do índice de frequência escolar; 
A diminuição em 28% da defasagem idade-série no Ensino Fundamental; 
A diminuição em 46% da defasagem idade-série no Ensino Médio; 
A diminuição em 33% do índice de repetência; 
O alcance do índice de 6,5% de desenvolvimento da Educação Básica. 

A referida Secretaria Extraordinária de Educação Integral, nesse sentido, tem como principal objetivo a implantação de uma concepção de Educação Integral, que compreenda a ampliação de tempos, espaços e oportunidades educacionais, por meio da realização de atividades que possam favorecer a aprendizagem, bem como desenvolver as competências inerentes ao desenvolvimento da cidadania. 

Para concretização dessa política, a Secretaria Extraordinária de Educação Integral mobilizou a rede de ensino, no sentido de obter apoio inicial das instituições educacionais de Ensino Fundamental nas Diretorias Regionais de Ensino, por adesão da equipe gestora, sem perder de vista a missão da Secretaria de Estado de Educação que é: “atuar de forma eficiente e eficaz, oferecendo educação de qualidade à toda a população do Distrito Federal, articulando ações que se consubstanciam na formação de um cidadão ético, crítico, com valores humanísticos e na construção de saberes voltados para o conhecimento técnico-científico, ecológico, cultural e artístico”.